por Rotary Club de Caxias do Sul-Imigrante
O Hemocentro Regional de Caxias do Sul (HEMOCS), entidade pública sem fins lucrativos, pertencente à Hemorrede
Pública de Sangue, Hemoderivados e Serviços Hemoterápicos do Estado do Rio Grande do Sul e é gerenciado,
adminsitrado e subordinado à Secretaria Municipal de Saúde do município de Caxias do Sul, contando com as parcerias
do Estado e da União.
O HEMOCS, desde a sua criação em 1997, vem aprimorando suas atividades técnicas em paralelo à adequações das
legislações que o regem. é regrado pelas Normas RDC nr. 151, de 21 de agosto de 2001, RDC nr. 34, de 1 de junho de
2014 e Portaria Ministerial nr. 158, de 4 de fevereiro de 2016. Atualmente atende Caxias do Sul e os 49 (quarenta e nove)
municípios das regiões de saúde 23, 24, 25 e 26, com abrangência hematológica e hemoterápica sobre mais de 1.300.000
(um milhão e trezentos mil) habitantes, exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), efetuando mais de 15.000
coletas de bolsas de sangue por ano. Para garantir tal cobertura, trabalha em atendimento ao público no horário
comercial e em regime de 24 horas, todos os dias da semana.
abastece 18 (dezoito) hospitais da região tendo distribuído mais de 21.500 bolsas de hemocomponentes no exercício de
2016. Também centraliza-se no HEMOCS, na abrangência da região nordeste do estado do Rio Grande do Sul,
procedimentos de sangria terapêutica, transfusões sanguíneas, assistência aos pacientes com coagulopatias e aplicação de
fatores de coagulação.
Os fragmentos celulares sanguíneos envolvidos no processo inicial da coagulação do sangue são conhecidos como
plaquetas.
Cada bolsa doada gera, de maneira simplista, três hemocomponentes básico: o Concentrado de Hemácias (CH),
Concentrado de Plaquetas Randômicas (CP) e o Plasma Fresco Congelado (PFC). Cada hemocomponente tem
indicações e validades diferentes.
A validade do CP é de 5 dias a contar da data de doação e a deficiência desta fração sanguínea aumenta, em muito, as
chances de sangramento, podendo, em alguns casos, aumentar o risco de vida dos pacientes que apresentam alterações
plaquetárias. Basicamente as indicações de transfusão de Concentrado de Plaquetas estão associadas às plaquetopenias
(falta de plaquetas), desencadeadas por falência medular, como as que ocorrem nos casos de doenças oncológicas,
hematológicas e/ou quimioterapia e radioterapia. Também os pacientes com deficiência de plaquetas que precisam ser
submetidos a procedimentos cirúrgicos devem receber a reposição, bem como em cirurgias cardíacas e deficiências
congênitas, entre outros.
Os Concentrados de Plaquetas Randômicos (que provém da coleta de sangue total), contém aproximadamente
5,5x10e10 plaquetas. Já as unidades obtidas por aférese (que provém da coleta, por agendamento, e é procedimento
específico em um único doador) contém, pelo menos, 3,00x10e11 plaquetas, ou seja, uma oferta consideravelmente
maior para o paciente que necessita desta transfusão.
O HEMOCS, de janeiro a dezembro de 2016, distribuiu 6476 (seis mil, quatrocentos e setenta e seis) bolsas de plaquetas,
com média de 540 bolsas mensais, sem contabilizar perdas por validade. A demanda por este hemocomponente vem
aumentando com a abertura de serviços de oncologia pelos Hospital Geral, Hospital Pompéia de Caxias do Sul e
Hospital Bartholomeu Tacchini de Bento Gonçalves, e também com o aumento das cirurgias cardíacas pelos hospitais da
região.
As plaquetas obtidas através de procedimento automatizado por aférese apresentam as seguintes vantagens sobre as
plaquetas coeltadas randomicamente a cada doação de sangue: a) necessitam menor número de doadores para atender
uma dose terapêutica, b) aumento da qualidade, c) diminuição de riscos de reações transfusionais, d) possibilidade de
coleta feita sob demanda, e) possibilidade de retirada de alíquota para controle microbiológico, f) gestão de estoque
assertiva.
Em 2017 o HEMOCS conta com um equipamento para coleta de plaquetas por aférese, que foi adquirido em 3 de
novembro de 1998. Vimos sendo alertados pelo fabricante de que os insumos para coleta através desta máquina serão
descontinuados. além disto, hoje em dia os equipamentos de coleta de plaquetaférese utilizam acesso venoso único,
enquanto que a máquina cosntante em nosso patrimônio carece de dupla punção e maior tempo de procedimento, o que
por vezes gera desconforto ao doador.
O futuro próximo relacionado à transfusão de Concentrado de Plaquetas, inclusive indiretamente recomendado pelo
Art. 116 Inciso 8o da Portaria Ministerial nr. 158, de 4 de fevereiro de 2016, é o abandono das transfusões de plaquetas
randômicas en detrimento às coeltadas por aférese.
MÁQUINA DE COLETA DE PLAQUETAS POR AFÉRESE
HEMOCENTRO DE CAXIAS DO SUL
01/09/2018
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